Pare de sustentar a Globo…e seja feliz!

Não é a Globo que sustenta o nosso futebol. É o nosso futebol que sustenta a Globo. É você que a sustenta.

Quer fazer um bem a você mesmo? Boicote todas as marcas que patrocinam o futebol da Globo.

Itaú?

Não, chega de usura e opressão do sistema financeiro vampiro. Diga não ao capataz dos juros. Recuse a usura.

Pau também em Skol e Casas Bahia. Se financiam a máfia dos Marinhos, oferecem sustentação à casa dos perversos coronéis da mídia.

A Globo é o atraso do Brasil. É o monopólio venenoso de um serviço de utilidade pública.

É a manipulação diária da notícia. É a criação maléfica de meias verdades, de argumentos de controle de corações e mentes.

É a mercantilização dos valores intangíveis.

É a mentira bem embalada.

A Globo suga o futebol brasileiro, empobrece os clubes e contribui para o processo de elitização dos estádios.

Ao seviciar o futebol, a Globo buscar seus interesses corporativos: lucro em excesso, ética em falta.

É a mãe do futebol 7 a 1 e do teatro dos falsos craques magnatas e mercenários.

É cúmplice do processo de pilhagem do esporte bretão ao aliar-se com os tubarões que lucram com o tráfico de atletas.

É parte fundamental no esquema vergonhoso de semiprivatização dos clubes constituído pela Lei Pelé/Gilmar Mendes.

É protagonista do processo canalha de “modernização” do jogo, instituindo o paradigma do business de corrupção e da exploração criminosa da paixão popular.

A Globo é aquela entidade que criminaliza o torcedor e o expulsa das arenas, mantendo-o cativo no sofá, onde o submete à lavagem cerebral encomendada pelas classes dominantes.

A Globo faz mal a você e sua família. Ela desencaminha seus filhos e enterra seus sonhos.

Traz má sorte, más vibrações, doenças físicas e psíquicas e, sobretudo, o horror da servidão voluntária.

Liberte-se! Recuse tudo que vier dessa quadrilha que, há 50 anos, tomou de assalto nosso país.

Não passe a bola para a Globo. Quebre essa corrente, e seja mais feliz!

libertese

Cultura Afro e Democracia foi tema do projeto “Domingos Contra o Golpe”

Um desfile de moda Afro marcou o projeto Domingos Contra o Golpe na edição do dia 17 de julho de 2016, na avenida Paulista. O tema foi Cultura Afro e Democracia. Confira as imagens do evento publicadas no blog Bem Blogado.

Fotos: Guilherme / Edição de fotos e video: Laerte, do grupo de WatsApp “Resistência” / Organização: Grupo do WatsApp “Resistência”, Democracia Corinthiana e CUT-SP. / FORA TEMER! FORA TEMER!

 

Encontre mais vídeos do desfile no Youtube.

CDC presente sempre

Por Walter Falceta

O Coletivo Democracia Corinthiana marcou presença na noite desta segunda-feira, 18 de Julho, no evento “Racismo e preconceito no futebol: qual o papel do torcedor neste assunto?”, realizado pelo Respeito Futebol Clube, no Centro de Estudos Barão de Itararé.

Na mesa, fomos brilhantemente representados pelo companheiro Alexandre Tavares, que discorreu sobre o tema racismo no futebol brasileiro e mundial.

Entre outros temas, destacou a resistência do mundo esportivo a técnicos negros, como Cristóvão Borges, atual comandante do SCCP, e a necessidade de união dos grupos progressistas na construção de uma nova agenda para o universo do futebol.

Participaram também membros do coletivo Palmeiras Livre, da Associação Nacional das Torcidas Organizadas (Anatorg), da Ultras Resistência Coral (Ferroviário do Ceará) e a professora Vera Sá, do grupo “Futebol, Mídia e Democracia”.

Sobre o papel da Anatorg no processo de conscientização e mobilização dos organizados, manifestou-se o camarada Alex Minduín Sandro Gomes.

Além destes citados, o CDC contou com a participação de Walter Falceta, Juliana Felicio de Oliveira, José Luiz Longo e Anderson Moraes.

 

respeito futebol clube

Homofobia no futebol: quando gente boa diz coisas ruins

Walter Falceta

Nem sempre a tradição é coisa benéfica e nem sempre deve ser respeitada.

Dois exemplos. A mutilação genital de meninas africanas, em certas comunidades, é, sim, costume de patriarcados locais, mas nem por isso deve ser tolerada.

Assim como as celebrações racistas da Ku Klux Klan se tornaram tradicionais em certas comunidades atrasadas do sul dos Estados Unidos. E nem por isso devem ser aceitas.

Pior que isso é a “tradição inventada”, muito bem estudada e criticada por Hobsbawm, que nela vê o interesse das elites governantes em construir justificativas convenientes para o que carece de razão.

A tradição inventada tem bons exemplos aqui nesta nossa São Paulo. Por motivação ideológica (e, sim, escora do pensamento econômico colonial e neocolonial), afirma-se que o bandeirante era um herói dos sertões.

Enfim, não era nada disso. Eram aventureiros que abandonavam mulheres e filhos para buscar riqueza fácil. Aprisionaram e escravizaram índios, destruíram quilombos no serviço mercenário e, não raro, mataram-se uns aos outros, por ganância.

A tradição paulista elevou à condição de heróis os sujeitos que emprestaram letras à composição da sigla MMDC. Mas eram realmente figuras a serviço do bem?

Na verdade, eram cidadãos inflamados pela propaganda de ódio veiculada pelas mídias paulistanas. O objetivo era, portanto, reacionário, uma reação às mudanças políticas que haviam derrubado os privilégios da República Velha.

Martins e sua turma tomaram uma invertida quando promoveram vandalismo, na invasão de uma célula política favorável a Getúlio Vargas.

Como os poderosos da economia e da mídia ditam as tradições, a história tentou apagar a memória do bom morto das ruas num mesmo 9 de Julho, 14 anos antes: o sapateiro Martinez.

Naquele dia frio de 1917, o virtuoso anarquista, gente boníssima, generoso, foi assassinado pelas forças coercitivas da ordem cafeeira e industrial.

Passemos, pois, ao futebol. Quem disse que é tradição de origem a chacota homofóbica contra o São Paulo Futebol Clube?

Não, não é. E o estudo dos documentos mais antigos do clube não mostra qualquer ação nesse sentido. Benditos fundadores e consolidadores.

Nossa bronca com o São Paulo tem berço na relação conflituosa com seus antecessores históricos, como a Associação Atlética das Palmeiras (sem ligação com o atual Palmeiras) e o Paulistano, ligados à alta burguesia paulistana, inimiga desde sempre da sedição popular que botou o Corinthians nas principais ligas do futebol.

Por pouco, os ajuntamentos da elite não destruíram o nosso Corinthians. O jornal “O Imparcial” expressava na segunda década do século passado, seu desejo de extinção do SCCP e da distribuição de seus craques entre os times da gente rica da capital.

O São Paulo (da Floresta, de 1930), falido e refundado em 1935, sempre guardou o ranço de sua ancestralidade, um clube originalmente associado à direita paulista.

Daí, nossas diferenças. Como na antiga Roma, “populares” (Timão) x “optimates” (Tricolor).

As referências à cultura homofóbica na resposta corinthiana são inexistentes durante boa parte de nossa história. Ganham destaque, no entanto, durante o período da Ditadura Militar, quando as classes ditas subalternas são contaminadas pelo pensamento preconceituoso das elites.

Chamar o são-paulino de “viado” ou “bicha” expõe a armadilha ideológica que o sistema armou para os corinthianos.

Esquece-se a relevância da luta de classes e substitui-se o mote da realidade pelo exercício de um preconceito bestial.

Durante a Ditadura Militar, era importante despolitizar qualquer tensão social. Não convinha dizer que os são-paulinos tinham um grande estádio em razão das gestões de Paulo Natel, governador biônico nomeado pelos militares.

Se a ira não poderia ser suprimida, tratou-se de renomeá-la e mudar seus vértices de referência. O velho sistema lucrou com a introdução do ódio homofóbico nas relações entre torcidas, cuja diferença de origem era social e econômica.

Admira muito que torcedores supostamente cultos ainda embarquem na canoa furada do preconceito.

Sabe-se que parte considerável da comunidade LGBTT fecha conosco. São corinthianos e corinthianas que perceberam aqui, desde sempre, uma frente corajosa na defesa de acessos, direitos e diversidades.

Como diz Gilberto Gil, que se confessou encantado com o Corinthians (a melhor coisa de São Paulo, segundo ele, um imigrante na grande e espinhosa cidade), “quanto mais purpurina melhor”.

Portanto, não faça papel de bobo. Aprenda. Porque ainda há tempo de você embarcar no trem da civilidade.

purpurina

Artigo: O dia 3 de julho, minha mãe e as muitas mulheres da democracia

Por Francis Paula

“Por um mundo onde sejamos socialmente iguais, humanamente diferentes e totalmente livres”. (Rosa Luxemburgo)

Ao longo da História, nós, mulheres temos nos mostrado cada vez mais protagonistas de nossos caminhos, embora ainda tenhamos de sofrer com a “herança maldita” de um sistema patriarcalista e que insiste em nos ver como elemento para um “segundo plano” ou pior, como “seres subservientes em relações extremamente desiguais”.

Com o passar das décadas, nos destacamos tanto no mercado de trabalho, ao assumirmos, com presteza, grandes responsabilidades, quanto nas lutas sociais e políticas da sociedade e isso, somado a questões de cunho afetivo e familiar.

Assim, nosso papel social tem se tornando cada vez maior e além, ainda existem muitos desafios a serem enfrentados.

Sob a perspectiva da História da sociedade, mencionamos inúmeras mulheres, mas destaco duas grandes personalidades: a russa, Nadezhda Krupskaya e a brasileira, Enedina Alves Marques.

A primeira foi muito mais do que a esposa de Lênin. Krupskaya nos deixou um legado de luta e vanguarda feminina. Foi professora, assim como sua mãe e, por ter perdido o pai muito jovem, começou a trabalhar bem cedo para sobreviver.

Mesmo assim, ela conseguia tempo para lecionar gratuitamente para os filhos dos operários, nos bairros populares da Rússia.

Entrou, aos 21 anos para um grupo de estudos marxistas e assim, integrou-se fortemente à militância revolucionária.

Por sua vez, Enedina Alves Marques foi a primeira mulher negra a se formar engenheira no Brasil.

Filha de uma lavadeira e nascida no estado do Paraná, teve os estudos pagos pela família de um major e assim, fazer companhia para a filha do militar durante o período das aulas.

Enedina formou-se professora alfabetizadora. Nos anos 40, ingressou na Faculdade de Engenharia do Paraná, onde se formou e enquanto engenheira, a Usina Capivari-Cachoeira foi considerado o seu maior feito na área.

Mas por que mencionarmos essas personalidades? Porque hoje, Século XXI, ouvimos os ecos e a consequência da luta de figuras femininas como Krupskaya e Enedina.

Percebemos o crescente debate, a existência de Movimentos e Levantes tanto pelo Feminismo quanto na luta pela manutenção da democracia, tão vilipendiada em nosso país e ressaltando a vanguarda das mulheres em cada um desses momentos.

No último domingo, dia 03 de julho, durante o jogo Corinthians e Flamengo, em São Paulo, integrantes do Coletivo Democracia Corinthiana e do Levante Popular da Juventude, e ressalto a maciça participação feminina no evento, empunharam faixas contra o golpe, “Fora Temer” e pelo fim da cultura do machismo, mesmo sob a censura de uma mídia totalmente parcial e manipuladora.

Sob a imagem de uma arquibancada lotada, no Itaquerão, o grito de “Volta Democracia” ainda ecoa, mesmo dias após o jogo.

Não iremos nos calar frente à violência que mulheres sofrem cotidianamente, nem sob o silenciamento da sociedade que sofre uma tentativa de desconstrução por parte de grupos fascistas que lançam seus tentáculos e almejam a ampliação de abismos e preconceitos.

Felizmente, a vanguarda feminina insurge-se como elemento crucial de combate e, sobretudo, como força democrática. São Marias, Rosas, Enedinas e tantas outras anônimas que se somam diariamente numa única voz: o direito de ser quem se é.

Com um olhar extremamente pessoal, finalizo esta análise com o falecimento de mais uma Maria, professora aposentada de 69 anos, no interior do Estado do Rio de Janeiro e que, durante o período da ditadura no Brasil, foi presa e torturada por defender que homens e mulheres pudessem ter o direito de falar o que pensam e ser quem são.

Minha mãe faleceu horas depois do jogo e de tudo fica sua voz forte, libertadora e que se mantém viva aos meus olhos e em atos tão grandiosos e promovidos nos mais diversos lugares, como, por exemplo, um estádio de futebol.

Avante por todas as mulheres personificadas na figura da Democracia! Avante por todos nós!

* Em memória de Maria Aparecida Correa Duarte (11 de Novembro de 1946 – 03 de Julho de 2016). Minha mãe.

mulherada

Em ação coletiva, “Fora Temer” chega à Arena Corinthians

Mais conhecido como “O Clássico das Multidões”, o jogo entre os clubes mais populares do Brasil, Corinthians x Flamengo, entrou para a história de lutas pela retorno da democracia, gravemente atingida por um golpe parlamentar.

Faixas pela “Volta da Democracia” e “Fora Temer” foram erguidas nas arquibancadas em Itaquera. Também houve manifestação contra a Globo golpista e repúdio à cultura do estupro e machismo.

O ato, realizado no dia 3 de julho , reuniu o coletivo Levante Popular da Juventude, Coletivo Democracia Corinthiana e Raça Rubronegra. Foi visto por milhões de espectadores. Houve forte repercussão nas redes sociais, proporcional à grandeza dos clubes envolvidos. Foram registrados milhares de compartilhamentos das fotos do evento.

A notícia também ganhou destaque no Blog do Juca, Diário do Centro do Mundo, Mídia Ninja, Jornalistas Livres, Feente Brasil Popular, grupo Não ao Golpe e demais blogs progressistas. O jornalista Antonio Fon, ex-preso político torturado pela Ditadura Militar, que participou da manifestação pela anistia ampla, geral e irrestrita há 37 anos numa partida do Corinthians, também esteve presente no ato.

As tentativas de esconder as mensagens contra o golpe por parte da principal emissora golpista não surtiram efeito. A partir dos 24 minutos de jogo no segundo tempo, a faixa “Volta, Democracia” foi vista claramente nas proximidades da lateral do gramado, permanecendo por alguns minutos até ser retirada por seguranças. Tempo suficiente para expor a vontade popular pelo retorno do estado de direito.

O ponto negativo foi novamente a atitude do policiamento, que apreendeu várias faixas da Raça Rubronegra na entrada da Arena, seguindo o clima de arbitrariedade vigente no Estado de São Paulo.

Apesar do resultado ter sido amplamente desfavorável ao clube carioca, a vitória foi do povo. O governo interino, bombardeado por notícias de corrupção no PMDB e PSDB, abalado por pesquisas negativas e mantido refém por Eduardo Cunha, sofre escrachos diários nas redes sociais; há ocupações crescentes em órgãos públicos; acontecem várias manifestações de rua; e atos semelhantes aos do último domingo, na Arena Corinthians, espalham-se por várias arenas do País.

Em pouquíssimos meses, Temer levou o Brasil à beira de um colapso. Hoje ele recebe apoio apenas da mídia golpista, de parte do judiciário, dos aliados corruptos investigados na Lava Jato e de grupos extremistas de direita, formado por racistas, homofóbicos e defensores da cultura do estupro.

A população brasileira já percebeu que a única saída para a democracia é unir-se num só grito: “Volta Dilma!

coletivo

CDC repudia ataque fascista a estudante

O Coletivo Democracia Corinthiana (CDC) repudia a agressão sofrida por Mayra de Souza, estudante e membro do Coletivo Levante Popular, que foi alvo de ataque de um fascista, fanático por Bolsonaro, na última quarta-feira, 29/06. Leia a nota conjunta, assinada por diversas entidades:

NOTA EM REPÚDIO À AGRESSÃO LESBOFÓBICA

Precisamos contar essa história por acreditarmos e querermos outra sociedade. Um ataque fascista, carregado de lesbofobia e misoginia, aconteceu na madrugada desta quarta-feira (29/06), em um bar na Samambaia/DF. Diego Oliveira da Rocha agrediu, com xingamentos lesbofóbicos e dois socos no rosto, a estudante e ativista lésbica feminista Mayra de Souza, militante do movimento social Levante Popular da Juventude, enquanto gritava “Bolsonaro 2018”.

Diego usa as redes sociais para destilar ódio às feministas, fazer piadas em relação a estupros, depreciar mulheres e criminalizar os movimentos sociais de esquerda. Já havia se referido à jovem como “sapatão do caralho”, quando no dia 29/06 partiu da violência pela internet para a violência física. A estudante estava com quatro amigas em uma mesa, quando foi abordada por Diego Oliveira da Rocha, que começou a xingá-las, chamando de “vadias” e ameaçando com frases como “pau no cu” e “você vai ver, vem aqui que te mostro”.

Todas as mulheres da mesa são lésbicas e bissexuais e não receberam proteção do estabelecimento onde estavam. Nesse sentido, as entidades que assinam esta nota afirmam que o enfrentamento à violência contra as mulheres e em defesa da livre sexualidade e da liberdade política é uma responsabilidade de toda a sociedade, que deve estar alerta ao avanço do conservadorismo – uma ameaça ao direito à vida a partir da intolerância extrema que desemboca nas múltiplas expressões da violência.

Após vários pedidos das jovens para que Diego Oliveira da Rocha se afastasse da mesa, ele foi ficando mais exaltado, gritando cada vez mais alto e repetindo: “Bolsonaro 2018”, um dos deputados que votaram “sim” ao golpe político em curso no Brasil e cujo voto foi precedido de uma homenagem ao Coronel Brilhante Ustra, torturador da ditadura militar, escrachado pelo Levante Popular da Juventude em 2014. Denunciamos que contra o avanço do fascismo, que impossibilita uma democracia real em nosso país, é imprescindível a unidade popular contra o machismo, a lesbofobia, a bifobia, a homofobia, a transfobia, o racismo e a exploração de classe: o retrocesso de direitos que presenciamos na atual conjuntura política implica e naturaliza o aumento da violência em todas as esferas da vida.

Quando Mayra foi fumar um cigarro, Diego deu o primeiro soco, no olho esquerdo dela. A ativista caiu no chão e, ao se levantar, ele deferiu um segundo golpe no queixo. Durante toda a agressão continuava gritando: “Bolsonaro 2018″. Após as agressões, Diego Oliveira da Rocha covardemente fugiu, apoiado por pessoas do bar para que “se livrasse” do flagrante.

Após fazer um Boletim de Ocorrência e o exame de corpo delito, resta a insegurança: “Estou me sentindo vulnerável, ele não agrediu só a mim, agrediu a uma mesa de mulheres lésbicas e bis, pode agredir outras a qualquer momento, em grupo ou sozinhas”, relatou a estudante. Os índices de violência contra a mulher no Distrito Federal são altíssimos e toda a militância feminista está alerta para denunciar este caso e a impunidade frequente que dá brechas para casos de feminicídio como o da estudante da UnB, Louise Ribeiro, morta no laboratório de anatomia da Universidade de Brasília em março deste ano.

Estamos assistindo ao avanço e ao descaramento de ideologias perigosamente conservadoras, machistas, lesbofóbicas (e todas as outras LGBTfobias), racistas e fascistas em um contexto local, nacional e mundial de ascensão da extrema-direita, de modo que somente pela organização, formação e luta unitária de todas as forças progressistas poderemos barrar o retrocesso de direitos e de liberdade que está em andamento.

A violência cometida por Diego Oliveira e o deputado por ele exaltado Jair Bolsonaro (réu por incitação ao estupro) são símbolos desse avanço conservador, acompanhado da: sub-representação de mulheres, negros, jovens, LGBTs, trabalhadores e camponeses no Congresso Nacional; da invisibilização, ridicularização e criminalização crescente dos movimentos sociais e da luta política; do aumento da violência, das ameaças e da cultura do medo. Não calarão nossas denúncias acerca das desigualdades estruturais que vivenciamos todos os dias.

Em defesa aos direitos das mulheres, afirmamos que Mayra não está sozinha, exigimos apuração e reparação da violência. Exigimos a punição do agressor, mas não só: precisamos de uma política de mudança cultural e redistribuição de poderes político e econômico, voltada para a transformação social, para vivermos em uma sociedade em que não haja espaço para opressões, explorações e violência. Precisamos falar sobre sexualidades e gênero nas escolas, para desconstruir essa sociedade em que o paradigma de superioridade é o masculino, sempre associado à violência.

Os golpes que atingiram Mayra naquela madrugada de quarta-feira atingiram a todas nós. Diego Oliveira da Rocha não agrediu apenas aquela jovem, mas a todas e todos que lutam por uma nova sociedade em que a emancipação humana seja possível e vamos cobrar justiça!

“Em los jardines humanos
Que adornan toda latierra
Pretendo de hacerun ramo
De amor y condescendencia

Es una barca de amores
Que va remolcando mi alma
Y va anidando em los puertos
Como una Paloma blanca” (Violeta Parra)

Mexeu com uma: mexeu com todas!
‪#‎Lesbofóbicos‬, machistas, golpistas, fascistas: não passarão!
‪#‎Visibilidade‬ Lésbica ‪#‎Resistência‬ Sapatão
Na sociedade que a gente quer: basta de violência contra a mulher

Assinam esta nota de repúdio:

Levante Popular da Juventude
Coturno de Vênus – Brasília/DF
Consulta Popular
Movimento de Mulheres Camponesas (MMC)
Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)
Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB)
Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA)
Movimento dos Trabalhadores por Direitos (MTD)
Centro de Estudos e Pesquisa Ruy Mauro Marini
Central de Movimentos Populares (CMP)
Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB)
Frente Brasil Popular DF (FBP)
Movimento Nacional pela Soberania Frente à Mineração (MAM)
Sindicato dos Urbanitários do DF (STIU-DF)
Comitê de Trabalhadoras e Trabalhadores das Secretarias de Políticas para as Mulheres, Igualdade Racial, Juventude e Direitos Humanos pela Democracia
PartidA DF
Marcha Mundial das Mulheres (MMM)
Articulação Brasileira de Lésbicas (ABL)
Associação de Defesa à Liberdade de Gênero do Vale do São Francisco (ADELG)
Grupo Flor de Bacaba – Bacabal/MA
Rede Nacional de Advogadas e Advogados Populares (RENAP – DF)
Coletivo Maria Baderna – Advogadas Feministas
Rede Nacional de Negras e Negros LGBT
Fórum de Mulheres do DF e Entorno
Rede de Mulheres Lésbicas e Bissexuais de Minas Gerais
Coletivo Democracia Corinthiana
Homofobia Não

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Foto: Rede Brasil Atual

Programe-se: os domingos na Paulista serão contra o golpe!

No próximo domingo, 26 de junho, a luta contra o golpe vai tomar conta da Avenida Paulista. Dança, apresentação do documentário “Trago Comigo”, de Tata Amaral, e duas aulas públicas – Soberania Nacional e Privatização da Petrobras – fazem parte da programação.

O movimento de ocupação da Paulista tem nome: DOMINGOS CONTRA O GOLPE. Diversos coletivos participam da organização, incluindo o Coletivo Democracia Corinthiana. As atividades se desenrolarão até 31 de julho. A primeira experiência ocorreu no último domingo, com uma conversa bastante proveitosa puxada pelo ex-senador Eduardo Suplicy.

O propósito é fazer da Paulista o território das liberdades, dos direitos civis e das garantias coletivas. Um espaço a ser ocupado em defesa da democracia. Fora, Temer! Volta, Dilma!

“Pensamos numa avenida acolhedora dos diálogos da cidadania. Da construção coletiva de um novo marco civilizatório por meio de trocas ricas de experiências entre entidades, coletivos, movimentos populares e pessoas que frequentam a Paulista com os professores que transmitem conhecimentos acumulados”, comentou José Luiz Longo, coordenador de eventos do CDC.

O próximo tema será uma espécie de raio-x da ‘Arquitetura do golpe e a sua farsa’. A economista Leda Paulani (FEA-USP) destrinchará o projeto ‘Uma ponte para o futuro’, com o qual os golpistas pretendem ferir fundo a nossa Constituição Cidadã.

‘O impeachment e a luta pelo controle do poder político’ será outro dos assuntos em debate, assim como o significado das políticas públicas na área social, que as forças reacionárias pretendem suprimir.

Nos domingos seguintes, também serão detalhados os sinais prenunciados do desmonte do Estado democrático e as articulações em curso de uma nova onda de privatizações, a começar pela Petrobras.

Saúde e educação já vivem esse desmanche planejado e executado com frieza e cinismo.

Sonia Kruppa (da pós-graduação da Feusp), Maria Victória Benevides (cientista política), Marilena Chauí (filósofa) e Gilberto Bercovici (jurista) estão entre os professores convidados.

E tem muitas outras ações. Participe dos ‘DOMINGOS CONTRA O GOLPE’, que vão intercalar práticas multiculturais e esportivas, com bastante música, pintura, lançamento de livros, apresentações de teatro e de filmes, piqueniques e brincadeiras com crianças.

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Eduardo Suplicy apoiou o Domingos Contra o Golpe no dia 19 de junho. Foto: Jornalistas Livres

A democracia em debate no Campo Limpo

A parceria entre o Fórum de Assistência Social do Campo Limpo e o Coletivo Democracia Corinthiana (CDC) resultou na palestra “Estado e Democracia”, cujo tema está em total sintonia com o momento político em que o País atravessa.

Realizada no dia 10 de junho na sede do Fórum, o evento mobilizou 50 pessoas do bairro do Campo Limpo. Foi coordenado por Sheyla Santana e Elton Elias, com a colaboração de Eve Santana e Caio Felício. Walter Falceta, coordenador do Coletivo, conduziu o tema proposto. José Luiz Longo fez a “ponte” entre o CDC e o Fórum para a realização da palestra.

“Conseguimos reunir mais pessoas nesse encontro e, conversando com alguns participantes, percebi que eles foram atraídos pelo tema. Até então, não havia discussão sobre esse assunto”, comenta Sheyla.

Segundo a coordenadora, o Fórum da Assistência Social se reúne uma vez por mês.  “Nos encontros discutimos as questões do território, direitos e deveres, políticas públicas para melhorias e também temas transversais”, informa.

Walter destaca a presença da turma de guerreiras e guerreiros da justiça social na periferia, gente que dedica a vida a construir igualdades e fraternidades, na defesa dos mais vulneráveis. “Essa é a infantaria na guerra contra o ódio, a barbárie e a violência. O CDC abraça carinhosamente todos esses profissionais da esperança.”